quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Apoio Consulado da Mulher


O grupo teve um encontro com Nilza e Kelly para falarmos sobre os planos para 2009/2010, reafirmando o pacto de apoio.

Nilza colocou que existe a possibilidade de recebermos apoio técnico em alguma áreas específica - produção, designer, artesanato, comercialização, precificação entre outras, a contra partida é o compromisso do grupo em participar das atividades.

Em março acontecerá alguns bazares e iremos participar.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Um novo ano e muitas espectativas

O encontro com o grupo foi na semana seguinte, fizemos uma reunião para apresentar o projeto 2009. Aproveitamos a oportunidade para fazer uma apresentação do Instituto Alana - Missão, objetivos e serviços oferecidos.

Como no fim do ano foi tudo muito corrido e na reunião de fechamento algumas das participantes, acreditaram que seria uma festa e em vez de uma reunião (para conclusão do trabalho), não foi possível fazermos uma conversa sobre as atividades do ano, muito menos sobre a feira da Alameda das Flores. A conversa ficou entorno dos acordos e combinados sobre a participação e os compromissos assumido e não realizados.

Então começamos o ano com esta conversa. Apresentei os resultados, os valores arrecadados com a venda dos produtos. O quanto cada uma recebeu, quantas pessoas participaram da produção e do rateio.

Destinação dos valores da comercialização dos produtos

Dos valores arrecadados 74% foram destinados para remuneração das participantes, cada uma recebeu 3,3 % dos valores arrecadados. E 26% foi revertido em fundo de capital para uso fruto do grupo de geração de renda.


Outro ponto discutido nesse encontro foi os produtos em estoque, valores à receber e o fundo de capital que o grupo juntou.


Para este ano o desenho do projeto ficou o seguinte:

O Grupo se reunirá duas vez por semana. Termos um encontro com o grupo todo e outro com com grupo dividido em dois sub-grupo para atividades de aperfeiçoamento em técnicas de costura e artes manuais.

temos os seguintes objetivos
  • Incentivar a escolarização e acesso a cultura geral;
  • Formação básica em gestão de pequenos negócios (contabilidade / fluxo de caixa, micro-crédito, iniciação em vendas, noções gerenciais e administrativas);
  • Formação inicial e acesso ao mundo digital;
  • Identificar os canais de venda, participação em feiras e eventos para comercialização;
  • Elaborar em conjunto com o grupo o Plano de Negócio do empreendimento;
  • Desenvolver produtos e práticas produtivas aptas a tornar o grupo emancipado;
  • Conseguir o apoio dos companheiros / maridos e articular local para as crianças ficaram;
  • Ampliar as relações de cooperação e solidariedade, envolver as pessoas na construção de alternativas que melhorem a qualidade de vida da comunidade e de si próprios;
Além da continuação do grupo como um coletivo produtivo para este ano abriremos mais 32 vagas para formação básica e conclusão da formação básica da turma do meio de 2008, que recebeu todas as pessoas que interromperam formação e quiseram voltar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Um ano inteiro e olha só.

Durante o ano de 2008 o grupo sócio educativo desenvolveu uma atividade de formação em costura e artes manuais para mulheres da comunidade. No s encontros as participantes do grupo foram criando espaços de trocas sobre as experiências vividas, desvelando o universo particular de cada uma, ao mesmo tempo que se identificam com a história de vidas de outras pessoas, um processo do individual para o coletivo.
O grupo sócio-educativo (costura) é um espaço para fala e troca de experiências; muitas vezes só a possibilidade de falar para alguém ou apenas escutar, compartilhar e saber que outras vivem ou viveram coisas parecidas faz com que sintam-se melhores, mais confiante e, até com mais coragem para enfrentar o dia a dia. É possível escutar comentários do tipo:
  • nunca tive um lugar com este, onde posso ficar com as pessoas e conversar com elas.
  • Este lugar mudou minha vida, adoro vir aqui.
  • Não quero fazer nada hoje, estou indisposta. Mas quero ficar aqui, não quero ir para casa.
  • Meu marido me pergunta se, agora, só vou fazer essas coisas (trabalhos manuais em vez do trabalho doméstico).
  • Nem acredito que fui eu que fiz. Eu consegui.

Essa declarações demonstram que as posturas de algumas delas vem mudando perante a sua realidade e a forma como se colocam perante o mundo. De alguma maneira os encontros possibilitam acesso a um mundo novo e ao mesmo tempo comum. Aos poucos as participantes se descobrem capazes de produzir – coisas - de materializar desejos, transformado-os em vontade e em realizações.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Desenvolvimento do grupo

Iniciamos o segundo semestre (2008), com a meta de participar do Casa Aberta, oportunizando a mostra da produção individual do grupo. Até este momento as participantes do grupo vinham realizando tarefas, criando coisas em casa, dando corpo ao processo de aprendizagem. A exposição foi o momento de compartilhar com os outros isso tudo.

O grupo esteve bastante envolvido neste processo; lógico que sempre temos aquelas que se envolvem mais, talvez sejam as que mais acreditam na possibilidade de transformação. Todas que participaram da formação levaram peças para a exposição e em sistema de rodízio ficaram no local por todo tempo. A necessidade de ficar no local foi devido a grande circulação de pessoas, a guarda dos trabalho e também para prestar possíveis informações sobre que trabalho era aquele. Mesmo as pessoas que iniciaram o curso em agosto participaram colaborando com seus trabalhos e a permanência no local. Ainda para o Casa Aberta, o GSE confeccionou parte do figurino usado na apresentação do NCI (NAI).

Após o Casa Aberta o grupo assumiu outro desafio, participar da Feira de ONG da Alameda das Flores e a realização de um Bazar no espaço institucional. Nestes espaços o grupo pode expor os produtos confeccionados artesanalmente, comercializá-los, como também divulgar o trabalho desenvolvido pelo Instituto através do NAS-GSE.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Parceria com o consulado da Mullher


No início deste ano fomos visitado por uma técnica (Nilza) do Instituto Consulado da Mulher que fazia o mapeamento sobre as iniciativas de geração de renda na região Leste(2).

Posteriormente ela propôs apoio ao grupo sócio-educativo através de formação técnica.

Foi-nos oferecido a possibilidade de participar de uma formação sobre Plano de Negócio, curso realizado pelo SENAC-Itaquera - Programa Empreender para Desenvolver .

Fui para a formação junto com duas participantes do grupo, Teresa e Eliane. Nossa tarefa era descobrir como fazer o tal plano de negócio e posteriormente replicar para o grupo, num processo de transferência de conhecimento e ao mesmo tempo construção de sonhos e objetivos comuns.

O curso foi de outubro a dezembro e possibilitou conhecer outros empreendimentos da região. Acredito que mundo se abriu em mil possibilidades para Teresa e Eliane. As demais participantes puderam participar de outras atividades com o Consulado da Mulher, assim conhecendo as propostas de trabalho desta instituição e também os diversos empreendimentos da região.

Para conclusão dos trabalho com essa parceria elaboramos um (início de) plano de negócio, trazendo as idéias principais do empreendimento. Para 2009 fica o compromisso da elaboração total do plano de negócio.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Plano de Negócio - apresentação

Instituto Alana - Costurando uma nova realidade

1- Apresentação do Empreendimento

Este empreendimento objetiva oferecer soluções para questões sócio-econômicas da comunidade Jardim Pantanal – Zona Leste ( Leste 2) de São Paulo sofreu grande crescimento populacional entre as décadas de 1970 e 1990 com a política de habitação e também com a migração espontânea. Entretanto não houve investimentos em infra-estrutura e postos de trabalho. Pelo contrário, com o passar dos anos algumas empresas deixaram a região. Hoje a Zona Leste é a área mais populosa do município com mais de 2 milhões de habitantes. Apresenta os piores índices de desenvolvimento social e produtivo, com arrecadação fiscal de apenas 17% do Valor Adicional Fiscal contra a Zona Sul que apresenta 31% deste valor. A região denominada Leste 2 participa de apenas 3% do Valor Adicionado Fiscal arrecadado no município.
Devido a esta característica a região é considerada área/bairro dormitório, sem infra-estrutura mínima para habitação e com poucas ofertas de emprego. Esta situação faz com que uma imensidão de pessoas se desloquem, diariamente, em direção ao centro/sul da cidade em busca de postos de trabalho, ocasionando um grande aumento na demanda por transportes para essas regiões.
A Comunidade – Jardim Pantanal se insere neste contexto com alguns agravantes: grande número de famílias vivendo em situação de alta vulnerabilidade, falta de oportunidades de trabalho e praticamente ausência de formação profissional, faz com que a comunidade apresente os piores índices de desenvolvimento, de qualidade de vida e acesso à cidadania. Como conseqüência desta situação, a comunidade apresenta um alto índice de desemprego, maior que o da média da cidade, fruto da baixíssima qualificação escolar e profissional dos moradores, violências de todo tipo, presença do crime organizado, gravidez na adolescência, alcoolismo, muitos problemas de saúde física e mental.
Desta forma ao incentivar a organização de um empreendimento solidário objetivamos a construção de modelos que rompam com os fatores estritamente econômicos, levando em conta as relações de reciprocidade, abrangendo aspectos sociais e políticos, processos participativos e modificações nas relações de gênero.
A prática da economia solidária aparece como ferramenta na busca de soluções para sair da condição 'problema-social'.Com este novo fazer, a população assume uma condição mais protagonista da própria vida e emerge como agente empreendedor.
Este protagonismo reflete na comunidade e dentro da família elevando a auto-estima da população, aumentando os laços de solidadriedade, indivíduos com maior autonomia social e econômica, e a diminuição da violência doméstica.
Este tipo de empreendimento está pautado em novas relações de trabalho – autogestionária e solidária - e uma nova relação de produção
A escolha de uma produção artesanal é por esta possibilitar formas de produção não alienada. MARINHO argumenta que a organização da produção artesanal são esquemas produtivos diferenciados. Esses empreendimentos tem um distanciamento da forma tradicional (fordista/taylorista) de produção, mas necessitam estar sintonizados com os sistemas de comunicação e a outros setores econômicos: turismo, cultura, moda, decoração e tecnologia.
As principais características da produção artesanal é que esta é, fundamentalmente uma expressão subjetiva de quem faz. Sempre em pequena escala, com pequenas diferenciações entre as peças. Entretanto as peças artesanais sempre são analisadas por sua utilidade e funcionalidade precisam ser acessível e também tangível. Não são objetos de contemplação ou estimulo a emoção (MARINHO).
A atividade artesanal como forma de inclusão produtiva necessita investimentos na formação e aprimoramento das técnicas produtivas para uma melhora na qualidade do produto, e também colocar o produtor em conexão com informações econômicas e de mercado, é necessário profissionalizar o artesão. Ao pensar a produção artesanal como possibilidade de desenvolvimento territorial (comunidade), temos uma boa oportunidade para formar pessoas em diversas especialidades para que possam participar, cada qual com sua competência (MARINHO).
O processo de produção artesanal e aprendizagem das técnicas de produção estão ligadas as antiga formas de transmissão de conhecimento – mestre e aprendiz. Muito mais do que ensinar habilidades e técnicas o Mestre-artesão transmitia a seus aprendizes seus valores, princípios e sua forma de relacionar-se com o mundo. Essa relação mestre-aprendiz possibilitava a acumulação de valores compartilhados , necessários para o fortalecimento dos laços comunitários.



1 Para essa análise é usado o Valor Adicionado Fiscal - que corresponde à diferença entre as saídas e as entradas de mercadorias e serviços realizadas pelos contribuintes do ICMS em cada município, declaradas na Guia Informativa Anual, in POCHMANN, M. (org). Reestruturação produtiva – Perspectivas de desenvolvimento local com inclusão social.

2 São Miguel Paulista, Guaianases, Itaquera, Iguatemi, Lajeado, Cidade Líder, José Bonifácio, Cidade Tiradentes, Jardim Helena, Parque do Carmo, Vila Jacuí, Vila Curuçá, Ermelino Matarazzo, São Mateus, São Rafael e Itaim Paulista – aproximadamente 22% da população.

3CASTRO, Dagmar S. P. e NASCIMENTO, A. R. Por um outro desenvolvimento: Gênero e participação em Empreendimentos da Economia solidária.

4MARINHO, Heliane. Artesanato: tendências do segmento e oportunidade de negócio.


Plano de negócio - A Empresa

Missão


desenvolvimento social e econômico da comunidade visando a melhora da qualidade de vida.
geração de renda e trabalho, ampliação do universo cultural, social e informacional;
fortalecimento da auto estima, dos vínculos familiares e comunitários;
incentivar a cooperação, ajuda mútua, senso de coletividade, solidariedade e sentimento de pertencimento;



A estrutura organizacional e legal

A estrutura organizacional e legal será definida com o grupo em processo coletivo, após o estudo das diversas possibilidades:
Cooperativas , Associação , Registro de autônomo , Cadastro na Sutaco – superintendência do trabalho artesanal.