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domingo, 23 de agosto de 2009

Nova compra de Material

O coletivo recebeu uma doação de valores para a compra de material. Janete e Quitéria foram as compras... Isso é bom, pois mostra que algumas das participantes estão amadurecendo e já desenvolvem certa autonomia....




sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Retomada da produção

O grupo por um bom tempo ficou em ritmo lento... muitos encontros e pouca produção. Isso é o reflexo dos conflitos internos. Mas não avalio isso como prejudicial, pois em meus estudo sobre autogestão por vezes encontrei a afirmação que autogestão e conflitos andam juntos. O que não pode ocorrer é esse fato desarticular o grupo.

Mas agora o grupo volta a produzir, temos como meta participar do bazar de talentos que acontecerá no fim de agosto.




sexta-feira, 10 de julho de 2009

Conclusão da formação

A turma que iniciou o curso no meio de ano concluiu a formação, mas esse formato não foi muito produtiva. Muitas pessoas desistiram.



Além disso a turma acabou ficando com as pessoas que tinham maiores dificuldades, que já haviam desistido e voltaram... abaixo temos os trabalho de pessoas que tiveram muitas dificuldade em executá-los. Mas o que considero incrível é que por nenhum momento deixar ou abandonaram a formação.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Um ano inteiro e olha só.

Durante o ano de 2008 o grupo sócio educativo desenvolveu uma atividade de formação em costura e artes manuais para mulheres da comunidade. No s encontros as participantes do grupo foram criando espaços de trocas sobre as experiências vividas, desvelando o universo particular de cada uma, ao mesmo tempo que se identificam com a história de vidas de outras pessoas, um processo do individual para o coletivo.
O grupo sócio-educativo (costura) é um espaço para fala e troca de experiências; muitas vezes só a possibilidade de falar para alguém ou apenas escutar, compartilhar e saber que outras vivem ou viveram coisas parecidas faz com que sintam-se melhores, mais confiante e, até com mais coragem para enfrentar o dia a dia. É possível escutar comentários do tipo:
  • nunca tive um lugar com este, onde posso ficar com as pessoas e conversar com elas.
  • Este lugar mudou minha vida, adoro vir aqui.
  • Não quero fazer nada hoje, estou indisposta. Mas quero ficar aqui, não quero ir para casa.
  • Meu marido me pergunta se, agora, só vou fazer essas coisas (trabalhos manuais em vez do trabalho doméstico).
  • Nem acredito que fui eu que fiz. Eu consegui.

Essa declarações demonstram que as posturas de algumas delas vem mudando perante a sua realidade e a forma como se colocam perante o mundo. De alguma maneira os encontros possibilitam acesso a um mundo novo e ao mesmo tempo comum. Aos poucos as participantes se descobrem capazes de produzir – coisas - de materializar desejos, transformado-os em vontade e em realizações.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Desenvolvimento do grupo

Iniciamos o segundo semestre (2008), com a meta de participar do Casa Aberta, oportunizando a mostra da produção individual do grupo. Até este momento as participantes do grupo vinham realizando tarefas, criando coisas em casa, dando corpo ao processo de aprendizagem. A exposição foi o momento de compartilhar com os outros isso tudo.

O grupo esteve bastante envolvido neste processo; lógico que sempre temos aquelas que se envolvem mais, talvez sejam as que mais acreditam na possibilidade de transformação. Todas que participaram da formação levaram peças para a exposição e em sistema de rodízio ficaram no local por todo tempo. A necessidade de ficar no local foi devido a grande circulação de pessoas, a guarda dos trabalho e também para prestar possíveis informações sobre que trabalho era aquele. Mesmo as pessoas que iniciaram o curso em agosto participaram colaborando com seus trabalhos e a permanência no local. Ainda para o Casa Aberta, o GSE confeccionou parte do figurino usado na apresentação do NCI (NAI).

Após o Casa Aberta o grupo assumiu outro desafio, participar da Feira de ONG da Alameda das Flores e a realização de um Bazar no espaço institucional. Nestes espaços o grupo pode expor os produtos confeccionados artesanalmente, comercializá-los, como também divulgar o trabalho desenvolvido pelo Instituto através do NAS-GSE.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Chegou o dia da Feira...

O Grupo já vinha se organizando para fazer suas primeiras vendas e chegou o dia de ir para a Primeira experiência de comercialização.

Como já havia dito, fizemos uma parceria com o Projeto Alameda das Flores.

Foi feita uma escala com as pessoas que iriam para a Feira; para cada dia uma dupla responsável por ficar no local e realizar o atendimento.



O Grupo ficou na Feira durante uma semana - 07 a 13 de dezembro. O movimento na feira em relação ao número de venda foi baixo.


Também foi realizado um bazar dentro do Espaço Alana, apesar de aberto a comunidade o público consumidor foram os funcionários.



Se pensarmos somente no retorno econômico, na certa, seria impensável dar continuidade as atividades. Entretanto ao levarmos em conta os aspectos do desenvolvimento social (humano) é um grande ganho.

No início do ano, tínhamos um grupo com média de 55 pessoas, que participavam da formação e ao longo do ano esse grupo foi reduzindo-se, por diversos aspectos. E quando proposto a formação de um grupo de trabalho esse número ficou ainda menor - concluímos o trabalho com 22 pessoas (número de pessoas no divisão de valores).

Mas sabendo que a proposta é a de um grupo de trabalho, que estará se propondo a passar por formação, desenvolver habilidades e visão de negócio.

Esse grupo de 22 pessoas produziram durante um período de um mês 203 peças artesanais com valor estimado em R$2,400,00. Entre o dia 07 a 20 de dezembro vendemos 35% do valor produzido. Fazendo a divisão pelo número de participantes cada teve direito a uma cota de R$30,00 e deixando R$10,52 para formação de fundo de capital.

Além disso, quem participou da comercialização teve a oportunidade de sair do bairro, interagir com outras pessoas e, até mesmo, conhecer novos lugares (Av. Paulista). Pois algumas das participantes não saem da comunidade ou tem um raio de circulação entre Itaim Paulista e São Miguel.

Desta forma encerramos o ano de atividades com muitos planos para o futuro.

domingo, 10 de agosto de 2008

Desenvolvimento do grupo em relação aos conteúdos.

Algumas participantes tiveram bastante dificuldades motora no manuseio dos instrumentos (agulha, linha, tesoura), tendo como agravante a falta de escolarização que compromete a compreensão de alguns procedimento que necessitem o uso de régua, esquadro, leitura e cálculo. Outras tiveram bastante dificuldade e lidar com a máquina de costura industrial, chegando ao ponto de se recusar a usar estas máquinas, realizando as atividades apenas nas máquinas caseiras, isso fez com que o ritmo das atividades diminuíssem.
Entretanto parte do grupo apresentou bom desenvolvimento das habilidades manuais e criativas, com bom domínio dos instrumentos de trabalho (máquinas, réguas, tesoura, agulhas, etc), sem deixar de ressaltar a qualidade de alguns trabalhos. Os pontos para bordado que aprenderam aplicaram em trabalhos feitos em casa, de forma espontânea. Uma das participantes declarou que fez uma saia em casa. Outra que costurou almofadas. Outra fez bolsinhas. Entre as participantes que tem maior domínio da máquina de costura 2 já conseguiram trabalho (de forma informal, grande jornada de trabalho e baixa remuneração) em oficinas de costura do bairro. Estas participantes também são as que apresentam menor número de faltas.

Durante os encontros as conversas acontecem em torno de diversos assuntos. Temos ressaltado a importância das habilidades desenvolvidas no processo de escolarização (ler, escrever, contas, etc). Não só para um melhor aproveitamento das atividades, mas também para se tornarem mais preparadas para o mundo do trabalho (que tanto exige de nós) e também, fator importante, ajudar os filhos que estão em idade de escolarização. Outro tema relevante e que mostra muito do universo das participantes é a questão familiar - marido, filhos, cunhados, sogra, mãe. Em relação ao marido é recorrente a presença de posições machistas, alcoolismo e também violência; e aos filhos é atender seus horários (escola), conseguir atendimento na saúde para coisas básicas (bronquite, resfriados, vómitos, etc) e que estes consomem todo tempo das participantes. O acesso aos serviços públicos – saúde, escola, transporte, moradia, também aparecem com frequência. Todos eles são espontâneos e as participantes colocam seu ponto de vista sobre o tema e suas experiências. O grupo de costura é um espaço para fala e troca de experiências, muitas vezes só a possibilidade de falar para alguém, compartilhar e saber que outras vivem coisas parecidas faz com que sintam-se melhor, mais confiante e, até com mais coragem para enfrentar o dia a dia.

No momento considero que as participantes se mostraram envolvidas com o curso. Algumas estão bastante ansiosas em relação ao domínio das técnicas, principalmente a máquina de costura. Foram colaborativas, ou seja, sempre que possível uma ajuda a outra. Muitas vezes essa colaboração ocorreu de forma espontânea (sem minha interferência). Durante a confecção dos coletes (figurino) algumas participantes foram incumbidas de ensinar às demais colegas algum dos procedimentos adotados, o que aconteceu sem recusa.